terça-feira, 10 de fevereiro de 2009



A Receita

Entre eventos, R.H. e marketing pessoal


Aprendi cedo que há sempre alguém que se interesse pelas coisas que fazemos, mesmo que nós não percebamos, e que as mesmas sempre afetam alguém de forma demasiadamente boa ou ruim. Então poderia eu começar este texto com uma frase motivadora, dessas tipo auto-ajuda. Mas não tenho muitas certezas acerca da interpretação coletiva, então prefiro começar com um pensamento de minha autoria: Pensar sem agir é viver sem sorrir.

Quantas vezes nos deparamos em meio a situações difíceis onde a solução parece inexistente? Quantas vezes estamos no fundo do poço, e parece que há um peso em nossas costas que nos coloca ainda mais para baixo? Quantas vezes o caminho errado pareceu o mais certo? Quantas vezes pensamos: “viver ou não viver... Eis a questão?” Quantas, quantas, quantas...

Diversos são os momentos que nos deparamos com situações assim ou semelhantes, não é? Alguns chegam a dizer que a vida é difícil. Mas comparada a quê?

No filme “À procura da felicidade”, Chris Gardner, representado por Will Smith, pode ser considerado um ser inteligente e ousado na medida certa, que está à procura do seu próprio espaço e respeito e que não liga para os moldes criados sabe-se lá por quem, mas que são seguidos, quase a risca, por grande parte da sociedade. Característica importante para todos os bons profissionais, e ainda mais para os que lidam diretamente com pessoas.

No começo do drama ele segue o seu instinto e investe todo o dinheiro da sua família em scanners portáteis para ossos. “A máquina revolucionária” segundo ele. Infelizmente o negócio não dá certo, e as dificuldades financeiras bem como a necessidade da sua esposa ter que trabalhar dois ou até mesmo três turnos para “corrigir” o erro do seu marido, levam ao fim da confiança que ela depositava em Chris, e consequentemente ao fim do casamento.

Já dizia Drummond que “a confiança é um ato de fé, e está dispensa o raciocínio”. Mas e a autoconfiança, hein? Qualidade está indispensável a todo profissional, e que está diretamente ligada ao nosso marketing pessoal. Ter autoconfiança é fundamental para nos vendermos com maior facilidade, e a sinceridade conosco mesmo é importante. Claro que nos momentos de crise, fica mais difícil. Porém Chris não deixou se abater em momento algum, reconheceu que a culpa dos problemas era dele e correu atrás de uma solução. Coisa que hoje em dia não é comum acontecer, a maioria das pessoas tem o costume de colocar a culpa nos outros, no produto, ou em qualquer coisa que possa servir de desculpa para o seu despreparo para lidar com situações diversas. Fica evidente no filme que para o nosso marketing pessoal funcionar, temos quer ser, acima de tudo, sinceros conosco mesmo.

Mas apenas isso não basta. O Recursos Humanos nos demonstra que temos que “dançar conforme a música”, estar sempre impecável, limpo, bem arrumado e firme. Podemos estar passando pelos piores problemas possíveis, mas isso não pode afetar o nosso trabalho.

No filme, o Chris consegue uma vaga para estágio não remunerado e as dificuldades da sua vida aumentam. Ao final do estágio que concorriam 20 pessoas apenas uma seria contratada. Chris tinha certeza que seria ele, pois conhecia o seu potencial. Mesmo tendo perdido a sua esposa, o seu apartamento, e tendo que cuidar do seu filho com pouquíssimo dinheiro, em momento algum ele deixou isso transparecer em seu trabalho, o equilíbrio emocional demonstrado foi imenso, e enfim ele conseguiu o emprego. Ele sabia bem como chegou lá.

O filme demonstra que para atingir o sucesso temos que superar os nossos limites, e ajudar os outros quando precisam, não necessariamente esperando algo em troca.

Parece até que somos auto-suficientes, não? Mas será que somos tão auto-suficientes assim? Sempre que Chris precisou alguém o ajudou, mesmo que esse alguém não percebesse. O cara da Ferrari, o scanner revolucionário, etc. essas ajudas nem sempre foram tangíveis, mas ele soube como tirar um aprendizado de todas as coisas boas ou ruins que o afetavam. Um sorriso desinteressado de alguém desconhecido em momento que estamos mal, já nos ajuda a ficar melhor, não é? Mas como não culpar o mundo dos nossos problemas? Geralmente agimos assim, achamos que todos são culpados dos nossos problemas, e perdemos boas chances de ficarmos melhores, e aprender algo.

A renovação é outro ponto forte que é discutido no filme. Chris sempre renovava a sua forma de venda, com isso consegue bons resultados. A mesmice leva ao comodismo, que por sua vez nos leva ao fracasso. É só uma questão de tempo.

Há também uma cena em que ele liga para agradecer o seu cliente, isso estreita os laços e possivelmente o seu cliente o indicara para outros e como uma bola de neve seu faturamento melhorará. Mas isso não adianta se o nosso produto não tiver qualidade, e sempre estar entre os melhores, ou ser o melhor.

Todas essas características acima são importantes para um profissional de eventos. O mesmo não pode, em momento algum, não acreditar em si e trabalhar muito para que tudo saia perfeito. Nem sempre a perfeição será possível, mas o evento tem que estar próximo dela. O trabalho em equipe é imprescindível, pois ninguém faz nada sozinho

Enfim, no filme fica muito evidente que é fundamental refletirmos sobre a vida, nos conhecermos e desenvolvermos paciência, autoconfiança, agilidade, equilíbrio emocional, etc. mas não apenas, é importante agir. Ficar esperando que o sucesso venha a nós não é o caminho certo, pois dificilmente ele vira. É importante que sejamos o melhor em tudo, que não fiquemos restritos ao nosso mundo; temos que estar sempre nos atualizando, pois o nosso mundo se abre quando descobrimos novas possibilidades. Temos sempre que ser inteligentes e ousados na medida certa, ter a consciência de que cada dia é uma batalha diferente, e as experiências vão se tornando os nossos escudos. O marketing pessoal e o RH têm que ser trabalhados juntos – como foi demonstrado pelo Chris no filme – para que sejamos um ótimo profissional de eventos, ou em qualquer outra área. Tudo que conquistamos, depende muito mais de nós do que da sorte ou de Deus. Os ingredientes foram dados, a receita você desenvolve.

5 comentários:

mijeiderir disse...

Pow esse filme é muito bom, o Will Smith manda muito bem e o filhinho dele (na vida real e no filme) tb está muito bem, é um filme muito motivador!!

abraços

Mijei de Rir - Alegria e diversão!

Pingo de Leite disse...

Eis um flime espetacular. pena que já foi todo desvendado aqui (snif). Brimcadeira! Sempre há detalhes que escapam... Me deu vontade de ver o filme, pois certamente não é drama, comédia, terror, mas um "levanta moral".

Fernanda disse...

Vi o filme no cinema; realmente a saga do Chris foi admirável. O mais interessante é que é história verídica. Ele demonstrou alto índice de Q.E., não? Eu gostaria de ser tão autoconfiante e persistente quanto ele...
Beijos e sucesso no blog!

Rafael Bardo disse...

Cara...para mim os livros de auto-ajuda deveriam ser todos em branco. Não suporto essa pretenção de alguem que fez alguma coisa e deu certo...depois sai generalizando como se fosse dar certo para todo mundo....
abraços

http://verbosdeligacao.blogspot.com

Michell Niero disse...

Tudo isso que você viu faz parte de um modelo de civilização idealizado, baseado em padrões de conduta e, principalmente, voltado à moral cristã do estadunidense. Ou seja, foi cuidadosmente pensado para fazer sucesso.

No entanto, alguns preceitos são universais, como a ajuda ao próximo. Vejo o autruísmo como uma das nossas armas, mas todo cuidado é pouco. A solidariedade pode se tornar, diante de maus humanos, numa arma contra nós mesmos.