Pronto, falei!
Por DuDu Magalhães
Certa vez Denis de Rougemont disse que: A decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: “O que irá acontecer?”, em vez de inquirir: “O que posso eu fazer?”.
Está foi e continua sendo uma frase chave para muitos, principalmente para os membros das elites sociais -políticos na sua maioria- Que inspirados pela mesma fizeram discursos belíssimos, contagiantes e mirabolantes. Isso porque em teoria eles eram defensores árduos do “O que posso eu fazer?”. Mas na prática eram adeptos do “o que irá acontecer?”. E quem se dava mal era a população. Sim! Isso também pode ser chamado de hipocrisia.
Hoje em dias as coisas não mudaram muito, ainda vemos o uso do “o que irá acontecer?” por parte dessa elite, e na perspectiva de apenas prever o futuro, a grande massa, que é a maioria da população, e que são diretamente afetados pelas ações dessa minoria -elite social- sofre rezando para que os que irão prever o futuro acertem na mosca.
Analisando a frase e os posicionamentos dos nossos governantes em toda história da nossa humanidade, chegamos à conclusão de que a nossa decadência começou muito antes do que imaginávamos, e que reverter à situação não é tão simples como a elite social atualmente faz parecer. Educação para todos, Bolsa Orkut, Vale Trouxa, etc. Será mesmo está à solução?
Não creio que tampar o sol com a peneira trará bons resultados em longo prazo. Mas pra que pensar no futuro, não é? “Viveremos o presente, pois o futuro a Deus pertence”. Então me questionam: Essa elite social é a única culpada?
Claro que não. A população como um todo têm sua parcela de culpa. Principalmente a grande massa que perdeu a capacidade de ação e aderiram à acomodação como solução para as mazelas sociais que sofrem. Acostumaram-se com a violência, a fome, a corrupção, o preconceito, etc. colocam toda a culpa nos outros e ainda querem cobrar mudanças? Cômodo pensar e agir assim. Mas também perigoso!
“Há sempre uma luz no fim do túnel”, a ela damos o nome de esperança. Mas será que não estamos é confundindo as coisas, usando a esperança do verbo esperar ao invés da esperança do verbo esperançar? A diferença que existe no significado das duas é extremamente importante para uma boa compreensão e uma possível ação. A primeira nos faz acomodar, aceitar as coisas como elas são e esperar alguém trazer a solução. Já a segunda, é a que realmente faz as coisas acontecerem, esperançar é correr atrás, conquistar, construir e jamais desistir. Então, a esperança do verbo esperançar nos faz pensar. E é ela que não querem que difundamos, sabe por quê? Porque é perigoso!
O João Antônio, um amigo, me disse uma vez que um povo que pensa, seu governo arrebenta. Um governo agindo junto com a população para resolver todos os problemas, digo, uma ação verdadeira e não essa mascara que temos nos dias atuais. Utopia ou não, ainda tenho esperança que isso aconteça, e faço minha parte. Mas hein, você não acha que está na hora de pensar o que você pode fazer para que isso também aconteça? Ou prefere esperar para ver o que irá acontecer? Pronto, falei!