quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

AUTO-RETRATO

Inúmeras vezes a vaidade humana sobrepõe valores morais e éticos. Valores que muitas vezes disse serem fundamentais: honestidade, fraternidade, lealdade, e acima de tudo, moral.

Me tornei amante de meu próprio ego, e em seu nome fechei-me aos problemas da sociedade ao meu redor.

E por essa vaidade... Eu me desculpo!

Procurei culpados em um baile de máscaras, onde todas as paredes se revestem de espelhos que refletem apenas uma imagem, a imagem de minha própria alma. Várias vezes procurei desviar o olhar, mas os espelhos estavam por toda parte, não importava para onde eu olhasse.

Arranquei meus olhos e com eles a ancora de culpa que se prendia aos meus pés! Não posso mais chorar e me recuso a ver a alma daquelas pessoas.

Me recuso a ver aquilo que tenho me tornado!

Consciência, consciência, consciência... Por mil vezes quis mata-lá e agora sem meus olhos não mais derramarei lágrimas sobre meus erros.

Pois tudo isso nenhuma falta me fará, me vestirei novamente de minha mascara, feita de egoísmo e ambição, assim como todos naquele baile macabro.

Queimarei todas as fotos que restam e não deixarei que vejam minha verdadeira face disforme...

Pois nela estão gravados meus pecados.

Um comentário:

DuDu Magalhães disse...

Dizem por aí que todos temos algo que não gostaríamos que ninguém soubesse... Tenho me tornado tão egoísta que os sentimentos de amor pelo próximo, etc, não tem mais efeito em mim. Será que já estou no estagio mais alto de "brasileirismo"?
Tenho que me cuidar, tenho que cuidar-me...