sábado, 29 de novembro de 2008

Saudade


Há horas em que uma certa nostalgia paira no ar, remetendo nossos pensamentos a doces lembranças de momentos felizes ou a alguém querido que está longe e essa saudade ora nos alegra ora nos entristece um pouco, chegando a doer as vezes.
Várias ocasiões ficam guardadas na memória para sempre, foram tempos tão afáveis que volta e meia nos pegamos a recordá-los com muito carinho, alegria e com certo pesar, pois sabemos que são momentos que não voltarão mais, são situações que não conseguiremos criar novamente, ficando apenas a lembrança, a saudade.
Quando um bom amigo precisa buscar novas oportunidades em outra cidade, não demora muito para começarmos a sentir falta das conversas animadas, das confidências, das brincadeiras sarcásticas, do papo furado acompanhado de uma cerveja gelada e logo vem a ânsia de revê-lo e matar essa saudade. Pior ainda é quando quem se encontra nessa situação é nosso grande amor, a saudade nos consome, nos atormenta, dói no peito e só deixa de machucar-nos quando enfim temos esse ser tão amado em nossos braços novamente, beijando, acariciando e tudo mais...
Outras vezes quem se muda somos nós, deixando família, parentes, amigos e lugares que gostamos para trás, e sentimos muita falta de tudo e de todos, dos locais aonde íamos em nossa cidade, das pessoas que fazíamos questão de encontrar. A princípio esta situação é muito difícil, mas o tempo se encarrega de amenizar as coisas e ajuda a nos adaptar a novas realidades.
Ah! A distancia, o tempo... Seria bom mesmo se inventassem logo uma espécie de teletransporte acessível a todos para acabar de uma vez com essa história de saudade...

Daniel A. S.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A acepção das palavras

Todos os dias fazemos uso das palavras como um instrumento de comunicação “fácil” e quase sempre com os sentidos sossegados. Como se sempre estivessem com seus fluxos claros e prontos para nós.

No entanto se as palavras nos aparecessem sempre prontas e com uma única definição e objetividade. Não sei se seria possível haver as poesias, as controvérsias, o duplo sentido, a mentira e tantos outros artifícios e artimanhas que faz com que seja plausível a apresentação da arte e de outras manifestações com maior expressividade.

Falando (escrevendo) de arte, me lembro de ter lido em Fernando Pessoa (Autopsicografia) “O poeta é um fingidor / Fingi tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor deveras sente”. O artista por intermédio das palavras consegue expressar “A ferida que dói e não se sente”.

É nesse contexto que o poeta, artista de forma geral consegue fazer algo fascinante que eu prefiro classificar como uma fantástica brincadeira. A brincadeira com as palavras. Ora brinca que sente dor sem sentir, ora brinca que sente alegria sem sentir; Este o palhaço faz com tanta propriedade.

Somente para uma contextualização vou fazer uso do mesmo exemplo que Marilena Chauí dá sobre isso em seu livro convite à filosofia.

Na tragédia Otelo de Shakespeare. O mouro Otelo apaixonado perdidamente por sua jovem esposa Desdêmona, acaba por assassiná-la porque foi convencido por Iago de que ela o traía. Iago, invejoso dos cargos que Otelo daria a outro membro de sua corte inventou a traição de Desdêmona, mentiu para Otelo e este tomando a mentira pela verdade destruiu a pessoa amada, que morreu afirmando sua inocência. Para construir a mentira. Iago despertou em Otelo o ciúme caluniando Desdêmona. Usou várias armadilhas, mas sobretudo usou a linguagem, isto é, palavras falsas que envenenaram o espírito de Otelo.

Essa postagem ficou um pouco grande, mas acredito que esteja simples como sempre procuro escrever. Gostaria de parabenizar todos os blogueiros que conseguem “brincar com as palavras” alguns que tenho acompanho e sentido uma melhora em seus textos significantemente.

E até sexta que vem se Deus quiser, e um ótimo final de semana para todos

Por Pedro Junior

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Reescreva...


Quero gritar todos os meus pensamentos espalhados
Pois não existe outra prova de que eu existo
O futuro que eu devia ter agarrado
Se divide entre "dignidade" e "liberdade"
Quero apagar essa imagem distorcida
Pois eu conhecerei meu limite ali
Não existem datas no calendário do último ano
Na imagem dessa minha confiança exagerada

Apague e reescreva
Essa grande fantasia boba
Reviva
A sensação inesquecível de existir
Reescreva
A imaginação sem sentido
Se entregue de corpo e alma
A força que te guia

Me arrependo de me livrar de todos os meus sentimentos
Depois de perceber que eu não sou nada, eu choro
Um coração triste
Uma mentira

Apague e reescreva
Essa grande fantasia boba
Reviva
A sensação inesquecível de existir
Reescreva
A imaginação sem sentido
Se entregue de corpo e alma
A força que te guia
...

Asian Kung Fu Generation

terça-feira, 25 de novembro de 2008

À Procura Da Escrita Perfeita


Às vezes, eu fico impressionado com a falta de criatividade de alguns cantores. Pensa comigo, quando falta alguma inspiração, a primeira coisa a fazer é usar a mesma fórmula que já deu sucesso. Isso é bastante comum no cenário musical, por exemplo, você pode me dizer em quantas músicas do My Chemical Romance há a palavra “black” (preto) ou o sinônimo “dark”? Nada menos que incríveis dezesseis canções, isso porque o My Chemical tem apenas três álbuns lançados.

Ou o que dizer do Marcelo D2 e sua interminável “busca pela batida perfeita”? A frase já rendeu título de música e está presente em várias faixas do rapper, inclusive no mais novo single “Desabafo”.

Mas não é só nas letras de música que se encontra semelhanças não... O AC/DC lançou um consagrado álbum chamado Back In Black em 1980 e este ano lançou o décimo quinto trabalho da banca, o Black Ice. Não acho nem necessário falar das tantas músicas começadas com “rock” do grupo australiano.

Ou até mesmo as batidinhas são as mesmas, com apenas um acorde você consegue cantar quase todas as músicas de axé. O que eu estou falando não é de plágio, deixo isso bem claro, mas é a falta de inovação.

O cenário musical pode até estar mudando com a consolidação de boas bandas novas, como The Ting Tings, Vampire Weekend e outras bandas que respiram um ar puro... Mas deixa para lá, eu devo estar viajando. Enquanto eu falo besteira. nego vai se matando, então...



sábado, 22 de novembro de 2008

Desejando algo sério


Bares e boates abertos, todos festejam a chegada de mais uma noite, alguns com o simples objetivo de se divertir, de rever os amigos, ter uma conversa bem animada com eles, ouvir música agradável e beber um pouco, outros com o íntimo desejo de encontrar alguém que faça seu coração bater de forma diferente, que torne a respiração mais ofegante, sim, essas pessoas esperam encontrar uma paixão verdadeira, muitas estão carentes de amor, muita gente quer um relacionamento sério.
Quantas vezes ouvi esta frase este ano: Eu gostaria de um relacionamento sério, já perdi a conta, afinal quem não deseja ter alguém que seja dedicado, que dê carinho, a quem dar carinho, que ligue a noite, que faça companhia pelo simples fato de também gostar de sua presença, que assista a filmes abraçadinho comendo pipoca, aquele que vai envelhecer junto a você, e mesmo quando estiverem velhinhos e enrugados vai continuar te achando uma pessoa linda, e quando o peso do tempo se abater sobre seus ombros e deixa-lo com uma saúde não tão vigorosa, vai cuidar de você com o mesmo amor e ternura de sempre?
Homens e mulheres, realizados profissionalmente ou não, em um mundo cada vez mais consumista, compram roupas, sapatos, jóias, carros, tudo que os faça sentir mais confiantes, para quê? Para irem à procura dos amores de suas vidas. Às vezes se esquecem de algo muito importante, beleza, boa aparência, esmero ao se vestir atrai sim – mas o que importa mesmo é o caráter, a bondade, o conhecimento de mundo, o ponto de vista que cada um tem sobre tudo, isso sim é que torna alguém interessante, quando uma pessoa se mostra, fala sobre a própria vida, permite que se conheça sua história particular e única, expõe idéias novas sobre velhos assuntos, atribui valor a si mesmo.
O desejo que muitas pessoas esperam suprir é encontrar esse alguém bom caráter, interessante, cheio de idéias e pontos de vista, que se tornem parte da história particular delas, que as ame, que elas amem, que seja um pouco parecidos com elas, que realmente se importem com a felicidade delas, que se esforcem para fazê-las felizes, elas não esperam alguém perfeito, nem tão pouco uma vida sem tempestades, só querem alguém que proporcionem e que elas também possam proporcionar o tão sonhado final feliz.


Daniel A. S.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ELAS PREFEREM...

Implicância ou não, é comum ouvirmos que a primeira qualidade que as mulheres analisam em um homem é seu saldo bancário. Do ponto de vista antropológico, isso não é mera falácia. Mulheres gostam, sim, de homens bem sucedidos. Mas o anseio pela beleza também é um componente importante - mas não somente nos momentos em que sentimos aquele frio no estômago ao trocarmos olhares com um desconhecido. E não é preciso ser um grande especialista em biologia evolutiva para entendermos essas relações. Fêmeas de todas as espécies, afirmam os pesquisadores e comprova o bom senso, são programadas para buscar o macho provedor e reprodutor de qualidade. No caso humano, esses atributos alcançam hoje sua mais perfeita exemplificação sob uma boa conta bancária e uma bela estampa, como o Brad Pitt por exemplo.

Deixe-me explicar melhor esses porquês.

Homens ricos atraem as mulheres, basicamente, por que essa condição representa estrategicamente, uma opção mais segura e confortável para os filhos. "Todos os animais buscam parceiros que os ajudem em sua batalha por uma reprodução bem-sucedida. As mulheres melhoram suas chances de sucesso juntando forças com homens de status social elevado", diz o cientista americano Terry Burnham e seu colega, Jay Phelan no livro A Culpa É da Genética.

Já a beleza enquadra-se em um outro fator que aumenta as chances de se atrair boas parceiras, sendo associada à saúde e à capacidade de reprodução, pois além de manter a cria protegida, é preciso que elas sejam saúdaveis. Essas escolhas são, em parte, inconsciente. O engraçado é que em um estudo, realizada na Espanha, 66 mulheres selecionaram fotos de homens que consideraram bonitos. Coletado o sêmen desses, descobriu-se que os espermatozóides desses eram também mais rápidos do que os outros. A natureza também preferiria os bonitos?

Mas o que é essa "beleza" de que tanto falamos?

Por mais incrível que pareça, essa avaliação pouco tem de subjetiva. A forma de beleza, destrinchada desde os tempo mais antigos, é quase matemática, e seu principal fundamento está na harmonia dos traços - mas precisamente, na simetria deles. A apresentação de medidas quase idênticas dos dois lados do corpo e da face é irresistivelmente desejável porque, do ponto de vista antropológico, a simetria é tido como um sinal de saúde.

A ciência já comprovou que animais simétricos apresentam crescimento maior que a média, são mais férteis e sobrevivem por mais tempo. No caso dos homens, tudo indica que são também melhores amantes. Comprovou-se ainda que os homens simétricos (leia-se bonitos) iniciam a vida sexual três a quatro anos antes dos outros, têm mais que o dobro de parceiras sexuais que a média e são mais infiéis que os assimétricos (leia-se feios ou não tão bonitos). Não que bonitões carreguem o gene da traição. "Eles são os preferidos e por isso recebem mais ofertas que os outros", explica a psicóloga Nancy Etcoff.

Até pouco tempo acreditava-se que outro componente importante da beleza, eram os chamados sinais de gênero - no caso dos homens, tido como todas as características que acentuem a virilidade. Maxilares proeminentes, sobrancelhas espessas e voz grossa, por exemplo, atrairiam mulheres por que são indício da presença de um nível mais elevado de testosterona no organismo - o que na leitura evolutiva, significa mais espermatozóides e maiores chances de perpetuação da espécie.
Mas um estudo realizado pelo psicólogo escocês David Perrett, Universidade de St. Andrews, sugere que a experiência acumulada e o meio ambiente também têm sua influência sobre os imperativos biológicos. Na pesquisa, homens e mulheres do Japão e da Escócia, com idade entre 19 e 23 anos, foram convidados a analisar uma série de fotos de rostos do sexo oposto. Os retratos foram manipulados digitalmente de forma que os masculinos tivessem ressaltados, em maior ou menor grau, traços associados à feminilidade – como lábios cheios e rosto mais alongado. Os rostos femininos tiveram as sobrancelhas engrossadas e mais distanciadas para ganhar ares ligeiramente masculinizados.

Entre os homens, o resultado não trouxe surpresa. A maioria dos entrevistados achou mais bonitos os rostos das mulheres que continuaram parecendo bastante femininas. Já as mulheres preferiram os homens com feições mais suavizadas. As entrevistadas, constataram os pesquisadores, associavam esse tipo de imagem masculina a qualidades como "sensibilidade", "honestidade" e "dedicação paterna".

Conclusão evidente: o mundo mudou, as mulheres também, e hoje um exímio caçador de javalis talvez não valha tanto quanto um marido que leve as crianças à escola. Ou então é só mais um pretexto para olhar mais, e demoradamente, uma foto do Brad Pitt. Por exemplo.


Na próxima quinta-feira, as explicações Darwinianas para isso, até!

...

Obs.:

- Desculpem a demora, achei que ontem fosse quarta (LOL?).

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Apartheid

Quero viver meu mundinho feliz, onde tinha uma árvore no quintal de casa, um cachorro para brincar, uma família contente, comida na mesa e uma escrava negra para dar chicotadas. Algum problema? Isso era muito comum até o imperialismo. Hoje eu até aceito um escravo moreno ou mulato. É porque eu sou muito bonzinho.

De tempos em tempos, muita coisa muda, às vezes, para melhor. Ou nem tanto. Já se foi a época em que podia culpar a escravidão pelo fracasso dos negros. Tem muito cantor negro por aí que se deu muito bem. De início temos Chuck Berry, o roqueiro dos anos 50 que começou a fazer rock antes mesmo de Elvis. Ou Aretha Franklin, diva do soul.

Aliás, sempre tento entender uma coisa: existe som de negro ou é tudo um estereótipo criado? Eu posso cantar reggae, funk, rap, hip hop, soul, jazz ou deixo isso para quem tem mais melanina na pelo do que eu? Convenhamos que cor não se faz mais cantor. Tem muito “branquelo” aí cantando ritmos criados em negra, posso citar o Bonde do Role, Beastie Boys, Eminem e todos os roqueiros do mundo, já que o estilo nasceu nas periferias americanas.

Da mesma forma que a cultura negra foi “invadida”, a branca também. Na década de 50 só se aceitavam cantores pop de cor branca, agora temos pessoas como Santogold, Michael Jackson (no início de carreira, agora não conta.), Mariah Carey, Beyonce, Rihanna e outros artistas.

Segregação racial definitivamente não faz mais parte do contexto de um mundo moderno. Não faz mais parte do mercado fonográfico moderno. Não faz parte mais de mim. Eu ainda quero o meu mundinho feliz, onde tinha uma árvore no quintal de casa, um cachorro para brincar, uma família contente, comida na mesa e uma escrava branca para dar chicotadas.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Bia!

Há 8 meses eu me mudei para Cachoeira - cidade de intenso calor no Reconcâvo da Bahia. A vontade de fazer o curso dos meus sonhos - e agora da minha realidade - me fez cortar o cordão umbilical que me ligava a minha mãe. Mas, esses dias, pensei quantas pessoas "nativas" de Cachoeira eu conheço? E pude perceber que quase ninguém. A maioria dos meus colegas e amigos se restringe as pessoas da faculdade.
Moro numa casa rodiado de vizinhos que só conheço nada mais do que os tons das suas vozes em breves cumprimentos corriqueiros. Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Mas um vizinho, ou melhor uma mini-vizinha me chamou atenção. Bia.
Bem cedinho, acordava aos berros: - Biiiiiiaaaaaa, vá tomar banho!! - Biaaaaaaaa, venha tomar café! - Biaaaaa, você uma menina de 5 anos ainda faz uma coisa dessa!
A menininha me pareceu uma diabinha encarnada em pele de criança.
Chegou ao ponto de eu saber toda a rotina da casa de Bia - uma casa que ficava no fundo da minha e que eu nem sei onde fica. Bia tem um irmão, Armadinho. O nome de seu pai era Jorge e o nome de sua mãe eu nunca descobri - acho que só ela fala naquela casa.
Vocês já devem está pensando "Que menino fofoqueiro! Que absurdo". O pior que não! Eu sou obrigado a ouvir tudo isso. Não tem como parar de ouvir. Salta aos meus ouvidos.
Na terça passada acordei anormalmente. Não vi barulhos no fundo da casa. A movimentação matinal de todos os dias não era a mesma. O amigo que mora comigo comentou: - Acho que o povo dai do fundo se mudou.
Na quarta, ocorreu o mesmo. Na quinta. Na sexta. E hoje vi novos inquilinos chegarem. Bia foi embora e eu não a conheci.
"Mas que diabos isso tem a ver comigo?" Muitos perguntarão. Respondo-lhes:
A violência vista na sociedade atual, além do egocentrismo crônico, têm levado as pessoas a se enclausurarem cada vez mais nos seus lares, colaborando para a destruição de vários elos que ocorrem no contexto de vizinhança e relações inter-pessoais. Vemos os vidros fechados, as grades no portão, mas por fim, você não poderá proteger-se de si mesmo, de suas dualidades e de sua identidade. Isso até me remeteu até a um documentário que assisti "Edifício Master" de Eduardo Coutinho. Muito bom para quem gosta de analisar a sociedade urbana de uma maneira diferente e descontraída.
Vamos ver até quantos Bias vão entrar e sair de nossas vidas e continuaremos alheios se enclausurando cada vez mais em nossas comunas.

domingo, 16 de novembro de 2008

Apresentação


BAÚ CULTURAL

Olá, queridos leitores!

Para aqueles que ainda não me conhecem, eu sou a Karina, antiga contribuidora do Visão Contrária, que retorna agora com um novo papel... Trazer algumas informações culturais para vocês! Uma área pela qual eu sou apaixonada, e sinto muito prazer em comentar, discutir [no bom sentido :) ], enfim, me sinto em casa! A coluna a qual me dedicarei é essa relacionada acima, "Baú Cultural".

Espero contar com a sua presença aos domingos!

Até breve!

sábado, 15 de novembro de 2008

Músicas

Algumas músicas são mais do que simples acordes e palavras, elas nos lembram momentos afáveis. Certas canções nos fazem pensar na vida, outras relaxam – permitindo que não pensemos em nada.
É comum estarmos com casais de amigos e quando toca uma melodia – eles logo dizem – Olha meu bem, está tocando a nossa música! – é, essa canção de alguma forma tem a ver com o relacionamento deles, os marcou. De repente ouvimos uns acordes que nos chamam atenção, eles fizeram parte da nossa história com um amor antigo e ao escutamos aquelas notas as recordações vem à memória, é inevitável.
Algumas músicas nos levam a pensar no que sua letra diz e/ou em nossa própria vida, no que queremos e no que não desejamos para nós, mas há momentos em que escolhemos uma canção que nos permite relaxar, para simplesmente esquecer de tudo. . .
Músicas divertem, distraem, trazem o passado ao pensamento, marcam momentos. Me diz: Qual sua música preferida? (deixe um comentário dizendo)

Daniel A. S.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Eu quero ser

Eu quero ser a poesia que + toca o seu coração

Eu quero ser a música que + te faz feliz

Eu quero ser o sol para te dar energia

Eu quero ser a sua esperança

Eu quero ser o seu brinquedo preferido

Eu quero ser o lugar onde você + gosta de ir

Eu quero ser as palavras que você + gosta de ler

Eu quero ser o fogo que te queima, mas não dói

Eu quero ser o seu doce + gostoso

Eu quero estar no seu cantinho preferido

Eu quero estar no seu apartamento

Eu quero estar no seu aniversário

Eu quero estar na sua mente

Eu quero estar ao seu lado quando você menos merecer

Eu quero mergulhar em seus olhos

Pra sentir o seu corpo junto ao meu corpo

Em uma perfeita sintonia

Eu quero entrar na sua vida pra ficar!

E quando você menos imaginar; lá eu vou estar


Por Pedro Junior


Dedico esse modesto poema a uma pessoa especial que me inspirou a traçar essas palavras, e saiba que eu te adoro.


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O limite da Realidade


Nós, seres humanos confiamos em nossas próprias experiências e conhecimento. Nos prendemos fortemente a elas e a damos o nome de "Realidade". No entanto esses elementos são dotados de fragilidade tão evidente que acabam por tornar a Realidade uma "ilusão subjetiva".

O que nos leva a seguinte idéia de que vivemos em uma Realidade, muitas vezes semelhante, mas com peculiaridades únicas, sustentadas por nossas próprias conclusões. Essa subjetividade é construída por nossos sentidos, que de uma forma simples, podem ser encarado como uma compactação da verdadeira "Realidade".

Para exemplificar o que estou falando,imagine o mapa do Brasil. Esse mapa não é o território brasileiro, mas sim uma representação do território. O verdadeiro território é infinitamente mais complexo e abrangente, contendo mais informações que qualquer mapa poderia carregar. No entanto, o simples fato dos nossos pensamentos estarem inseridos nesse cenário faz com que eles se tornem real e presente, ou seja, que eles existam.

Sendo assim a representação da Realidade em cada um de nós interage uma com as outras modificando-as, criando parte dessa Realidade absoluta e formando uma teia que compõe as relações humanas, o que chamo de Realidade Social Comum.

Isso me leva a crêr que toda "realidade" é parcial e incompleta assim como todas as "verdades".

Quais as verdades que regem o seu mundo?

Arthur Felipe S. Farias

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Parcerias Implacáveis

Tem coisas que surgem quando a gente menos espera. Esta parceria minha com o blog Visão Contrária veio em um momento completamente inusitado, mas me fez muito bem, ou pelo menos espero que faça. A razão da minha entrada no blog tem um único objetivo: falar de música. Sim, desde aquelas guitarras barulhentas e fodásticas até o brega nordestino.

Sou filho de um pai beatlemaníaco e uma mãe que só ouve música religiosa. O que poderia sair dessa inusitada combinação? Um filho que houve desde Metallica até É O Tchan, (para quem ainda não me conhece, isso foi uma ironia gritante). Bem, como este é o primeiro post, fica aquele clima de apresentação e aquele sentimento de que tudo dê certo.

Como estou começando uma parceria com o blog, peguei três boas músicas feitas em parcerias, tanto do Brasil e do mundo. O primeiro som a ser comentado é a parceria entre Marcelo Camelo (ex-vocalista do Los Hermanos) e a cantora mirim Mallu Magalhães em “Janta”. A música é bem calma, tipo canção de ninar mesmo. Mas é deliciosa de se ouvir, a voz do Camelo é quase um sussurro e a mistura de inglês com português não ficou tão patética na música. A canção aparece no novo disco do Camelo, “Sou”, confesso que não gostei tanto do cd, mas a música vale a pena ser conferida.

Outra participação que tem de ser ouvida é “Valerie”, a música original foi feita pelo The Zutons, só que a que eu estou citando é uma versão feita por Mark Ronson com a ajuda de Amy Winehouse. A dupla conseguiu dar um ar de jazz misturado ao pop, deixando a música mais interessante do que já, sem contar que a voz de Amy é a voz de Amy. Acho que não preciso nem tecer comentários sobre os arranjos de Ronson, o cara só produziu discos como “Back To Black” da Amy, “Alright, Still” da Lily Allen e outros tantos.

Outra parceria de dar gosto foi feita por Alex Turner (vocalista do Arctic Monkeys) e Dizzee Rascal em “Temptation”. A inusitada forma que foi juntada o hip hop com o rock deixa qualquer um de queixo caído. Para os roqueiros conservadores nem compensa, mas para quem adora uma inovação a música vale e muito.

Além das três comentadas seguem outras parcerias que são, no mínimo, diferentes. Vai desde o pop de “If I Never See Your Face Again” de Maroon 5 e Rihanna até a nova música tema de 007, que foi feita em parceria, no caso, Alicia Keys e Jack White. Para ser simpático, dar uma boa primeira impressão, tentei agradar a todos, mas não se acostume não. Só estou tentando te comprar porque semana que vem eu volto pior.

Da mesma forma que alguns trabalhos feitos em grupo deram certo, espero que esta coluna semanal também dê, estarei aqui todas as quartas-feiras. Qualquer coisa já sabe né? É só falar que a gente faz. Menos sexo. Quer dizer...


Oi?

Talvez alguns de vocês tenham notado o espaço em branco nos dias de Quinta-feira, não é mesmo?

Pois bem, não é mais branco.

Meu nome é Arthur Felipe e sou o mais novo colunista do Visão Contrária.

A príncipio, meus textos são um pouco técnicos, pois gosto de dar sustentabilidade (Tá na moda, né?) as minhas idéias.

Mas pretendo abordar, desse ponto de vista, desde os assuntos mais corriqueiros até os mais complexos.

Todas suas críticas e sujestões vão ser bem vindas (Ok, nem todas).

Forte abraço a todos... E até amanhã.

Arthur F. Farias

Selo




Oi pessoal, gostaria de dividir com vocês o selo que recebi, em nome de todos do visão contrária, em meu ultimo texto postado aqui e agradecer ao Levi Ventura do blog http://www.duventublog.blogspot.com/ por esta honraria.


Daniel A. S.




terça-feira, 11 de novembro de 2008

Doce de Jiló

Alguém Aceita?!

Ingredientes:

Ingredientes-1kg de jiló verde
-1kg de açucar cristal
-1 litro de água
-5 folhas de figo
-4 colheres de sopa de cinza de fogão a lenha ou de
churrasqueira

Modo de preparo

Lave bem os jilós e faça em cada um deles um corte em forma decruz na sua parte mais "gorda, mas não vá até o fim. É só paraabrir. Faça um sachê com a cinza do fogão e coloque em águafervente junto com o jiló por 6 minutos.Retire, coloque outra água, agora fria, e troque duas vezes aodia durante 3 dias.Escorra a agua. Leve ao fogo 1 litro de água com 1 quilo deaçúcar cristal e as cinco folhas de figo. Deixe engrossar. Quandopegar ponto de calda fina, coloque os jilós e cozinhe por mais 20minutos.Obs.: deixe o cabinho do jiló bem parecido com o do figo.
Docontrário, retire-o.

FONTE

sábado, 8 de novembro de 2008

Ausência


Ao Longo de minha vida pude observar que a maioria das pessoas a quem nos afeiçoamos normalmente não permanecem conosco por longos e duradouros anos, o melhor amigo de infância cede lugar ao da adolescência, que por sua vez acaba deixando a vaga aberta. Os amores que chegam ao fim também deixam certo vazio a ser preenchido pela próxima paixão. A amizade não deixa de ser amizade, assim como o amor não deixa de ser amor, apenas perde um pouco da intensidade, da cumplicidade.
Acredito que cada uma dessas pessoas, seja o grande amigo de nossa adolescência ou um ex-amor são fundamentais para aquela fase de nossa vida, para nosso desenvolvimento. Algumas pessoas se afastam um pouco, seja por que mudaram de cidade, ou por viverem muito ocupadas com suas tarefas diárias, mas sempre deixam algo, lembranças de momentos felizes, conselhos e ensinamentos. O carinho que elas nos dedicaram fica na memória fazendo com que esse laço afetivo nunca se desfaça completamente.
Nenhum tipo de sentimento se extingue totalmente, as amizades e os amores que conservamos em nossos corações são assim, às vezes mudam um pouco, mas não perdem sua essência.


Daniel A. S.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Apenas Rotina


Lá estava eu no meio da ponte. O dia havia sido cruel, estressante, já sentia aquela dor de cabeça, a minha ida para o trabalho como todos os dias demorou duas horas. Seguia o caminho por meio de um GOL (Grande Ônibus Lotado). No caminho passei pela periferia; era um odor horrível, lá falta saneamento básico, as crianças brincavam naquela lama com o maior sorriso no rosto, mal sabem do risco que correm, apenas em um bairro acredito que pude observar de duas a três meninas grávidas tinham por volta de seus 14 anos. Lá as informações quase não chegam para que chegar também? Um povo sem educação é muito mais fácil de manipular. (Mas isso é um assunto para outro post)

Continuando a minha trajetória agora passava pelo centro, que barulho; era buzina de carros, motos, caminhões pesados, pessoas brigando e correndo, um rapaz gritando no microfone tentando ganhar cliente (se ele não conseguir no mínimo 15 por dia ele é despedido), sentia um calor, aquela fumaça dos carros me sufocava e o transito parado, andando na velocidade de uma formiga o ônibus tentava nos conduzir.

Que bom, já estou quase próximo do serviço só falta mais ou menos uns 45 minutos, lá quem sabe eu consiga me sentar por 15 minutos para descansar, mas pensando bem acho que não vai dar, o gerente já me disse que se eu continuar chegando atrasado serei despedido. Tentei explicar que moro longe, mas quem disse que ele se comoveu!

Agora já é noite; voltando do serviço decidi parar aqui no meio do caminho nessa ponte, apesar de saber que devo demorar mais uma hora para chegar a casa, mas tudo bem quem se importa? Daqui de cima é tudo tão lindo, aquela cidade iluminada e o rio aos meus pés, olhando para baixo sinto uma tontura, deve ser fome não comi, apenas engoli.

Ultrapassei o limite de segurança da ponte e cheguei próximo da beirada, quem nessa cidade respeita alguma coisa? É gente furando o sinal, estacionando na calçada, destruindo o patrimônio publico, sou apenas mais um no meio da multidão dessa metrópole

Vou me jogar! Já não agüento mais tudo isso que vida infernal, mas eu queria uma platéia então levantei e comecei a gritar que iria me jogar, fiquei surpreso apareceu apenas duas pessoas para olhar, o resto passavam e não paravam, talvez estivessem com muita pressa coisa comum nessa cidade.

Um menino chegou perto de mim com um celular e pergunto se poderia tirar uma foto, pois se eu pulasse ele poderia vender a foto para o jornal e faturar um trocado. Aquilo me deixou muito nervoso então apenas falei que ele poderia guardar o celular, a minha platéia era pouca...

Bom, quem se importa com que você está passando, se precisa de ajuda leia um daqueles livros com a “receita do sucesso”, “receita da felicidade” e por ai vai. Mas na real para nós seres comum e desprovido de riqueza seremos apenas uma formiguinha no meio da multidão.

Por Pedro Junior

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Poesia Perfeita!


Lembra-se do dia que fiz uma poesia perfeita?
Ela era linda
Falava...
Dos meus sonhos!
Tinha letras roxas
Com um morango ao lado do chocolate
Todo mundo gostou...
Lembra-se?
Fiquei rindo...
Emocionado, confesso
Mas é que só de imaginar...
Tu podes imaginar como me senti?!
Aquele foi um momento único
Sublime na sua essência
Queria que essa fosse à tendência do futuro
Mas após perceber que você não...
Percebia como eu me sentia
E se preocupava apenas com seu ego
Desanimei
Afinal, qual era meu mal?
Confuso eu fiquei...
Mas agora aprendi
Que minha poesia perfeita...
Xiii... Acabou a caneta! :S

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O eco dos marginalizados

Ser considerado algo que não somos é ruim. Porém, sempre temos que conviver com esses rótulos infelizes. Eu como um ser quase normal, membro desse circo chamado Brasil, não sou diferente, também tenho meus rótulos. Um deles é: “PlayBoy.”

Pois é, rótulos têm uma interferência direta na nossa vida. Geralmente as crianças sofrem muito com isso. Lembro-me que quando eu era mais novo, era chamado de “nerd.” Cresci com isso na cabeça, e, em alguns momentos da minha vida, fui nerd sim!

Playboy. Numa definição simples, seria um rapaz jovem que tem grana, ou, aparenta ter. [Que acredito ser o meu caso, por mais que eu ache que tenho cara de pobre –e não só cara- rsrsrs].

Ontem, voltando pra casa depois da faculdade, constatei o quanto esses rótulos afetam nossas vidas. Eram quase 23:30 quando desci no ponto perto da minha casa, uma rapaz que, aparentemente, não oferecia risco, me perguntou quantas horas eram, respondi, e segui meu caminho. Quando eu estava a poucos metros da minha casa, o mesmo rapaz me abordou, agora com uma arma, e uma aparência não tão amigável.

- PlayBoy, passa o celular. Apontando a arma para minha barriga, com um olhar de susto, preocupação e prazer.
- Anda logo. Passa, passa logo o celular. “Passei” o celular, com um olhar de raiva, medo e dó [não minha, e sim dele –sou meio estranho, sempre procuro entender os porquês das atitudes alheias]
- Demoro, Vaza, vaza logo e não olha pra trás, corre, não está me ouvindo?! Não questionei, e “vazei”.

Chegando à minha casa minha mãe estava dormindo, meu irmão na internet, e a vida seguia normal, como se nada estivesse acontecido. Preferi não comentar o que tinha acontecido, nada mudaria mesmo.

Fiquei horas refletindo sobre o acontecido, e cheguei a conclusão de que no circo chamado Brasil, o publico que cria, modela, e determina qual o futuro de nós, os “marginalizados sem poder,” mesmo sabendo que, eles são nossos funcionários, sabendo que deveriam criar leis, etc. para um bem geral, preferem priorizar meia dúzia de pessoas que, não tem apenas rótulos.

E o povo? A massa é considerada marginalizada. Mas sabiam que eles têm seus ecos? hum, o eco dos marginalizados. Vou escrever mais sobre isso!