quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Morador de Rua

Semana passada voltando para casa eu observei um morador de rua fuçando o lixo, na certa estava procurando comida, latinha ou algo do gênero para vender, e estava passando pela rua uma mulher com uma menina de aproximadamente sete anos e quando a mulher se aproximou do morador de rua puxou a menina, e aparentou um rosto de medo, de desprezo, de nojo... A menina olhava nos olhos do morador de rua como que se quisesse dizer uma palavra amiga ou algo do tipo, mas a mulher não deu oportunidade.

Enfim o que eu quero dizer é que esse tipo de preconceito, certo medo, nojo contra os moradores de rua que a maioria da população tem, parte de casa, da influencia de pais, amigos mais velhos, tio, tia, dos familiares de forma geral. Aprendemos desde cedo que o mendigo, o morador de rua, o bêbado, o drogado são sempre sinônimos de perigo, violência.

No entanto nem sempre isso condiz com a realidade, muitas vezes essas pessoas precisão apenas de um pouco de atenção, carinho. Uma pesquisa comprovou que os moradores de rua mais querem é ter uma família.

É de fundamental importância rever o modelo de educação, pois com a questão da urbanização, do desenvolvimento de forma geral, principalmente nas metrópoles essa situação de pessoas morando nas ruas tem sido algo comum e vai aumentar ainda mais, temos que aprender a viver com essa realidade respeitando essas pessoas.

No mês de julho (08) um morador de rua foi encontrado carbonizado em um carrinho de supermercado abandonado na rua Moncorva Filho, perto do prédio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no centro da cidade.

Esse tipo de violência que temos que tentar evitar ao máximo, pois só assim será possível construir uma sociedade um pouco melhor. Bom era praticamente isso que queria escrever, tenha todos uma ótima semana e até o meu próximo post.


Por Pedro Junior

27 comentários:

Sentimentos Escondidos. disse...

Olha, realmente isso é um preconceito , e é uma pena que a mulher não agiu de tal maneira.
Mas não tiro a razão dela , no país , não só no país , no mundo em que vivemos hoje , é normal que os pais queiram proteger seus filhos , pois hoje em dia não podemos confiar nem na nossa própria sombra , o que a mulher fez não deixa de ser um grande preconceito e uma falta de amor ao próximo , mas se ela fez isso foi para proteger sua filha . ;*

Andréa Cristo disse...

Concordo completamente com a proposta. Incrível como você coloca isso em tela de jugamento, pois é extamente isso o problema,não só do Brasil, mas do mundo inteiro. A sociedade provoca as mazelas e depois quer distância daquilo que ela mesma provocou, que por arte de causa e efeito aparece constantemente na sua realidade, para lembrar que o problema é realmente dela, foi originado por ela e só ela pode resolver. Não obstante tudo o que a sociedade quer, e criar o lixo e esconder embaixo de algum tapete (já dito em alguns dos meus textos). O homem carbonizado, seguramente estava dormindo e uma (ou umas) pessoas consideradas bons cidadãos pela sociedade, decidiram acabar com a sua existência para que a feiura da realidade que eles mesmo criaram não seja vista.... Calamidade! Mas são hipóteses... quem sabe o que aconteceu...
Parabéàns pelo texto.

Wander Veroni disse...

Olá!

Eu concordo e descordo com vc em alguns pontos. Nem todos os moradores de rua são criminosos, mas tem alguns que realmente, assim como os drogados (nem todos) usam o artifício da violência para conseguir mais drogas ou por prazer.

Se vc conhece alguém q usa droga, uma hora ou outra ela vai acabar te oferecendo - ou até mesmo vc acaba virando um usuário passivo.

Mas enfim, voltando a questão do preconceito, hj em dia, com a questão da violência, os criminosos não tem mais um estereotipo comum. O que temos que aumentar mais nosso cuidado! Um cara bem vestido pode ser um bandido tb.

Aqui, quero lhe convidar para passar no meu blog, o Café com Notícias.

Abraço,

=]
__________________________
http://cafecomnoticias.blogspot.com

ºDreº disse...

Me parte o coração quando vejo uma cena desse tipo.
Graças a Deus, não tem muito essas coisas na minha cidade.
É uma vontade de ajudar tão grande, que chega dá vontade de chorar.
Gostei muito do seu post.
Beijão

Marcelo disse...

A minha avó sempre dizia que quando o sino pequeno bate é que o grande já bateu há muito tempo. Isso para dizer que imitamos o que os mais velhos fazem, inclusive os preconceitos... saúdam sempre as gerações passadas por seu legado, mas vamos também nos lembrar que eles nos legaram a idéia de que favelado é bandido, índio é preguiçoso, negros são menos capazes... a nossa geração é que está mudando isso aos poucos ainda bem.

Cleusa disse...

Hoje em dia, ngm confia mais em ninguém, todos tem medo de todos, muito bom teu post :)

Gambilandia disse...

Acho que é difícil mudar esta mentalidade, de ambos os lados, pois tem muitos que não merecem estar nesta situação, já outros criam os maus exemplos. Basta a gente querer mudar um pouco as coisas :P

Breno Lucano disse...

Moradores de Rua: toda minha busca existencial começou com eles. Com eles e por eles optei em ser um frade franciscano, entregando minha vida por uma sociedade mais justa. Mas essa estória é muito longa. Pretendo escrever isso numa biografia um dia.

Lara Sousa disse...

Nossa eu adorei esse post, pq eh verdade mts vezes o preconceito vem de casa e as crianças acabam se influenciando com a opinião dos pais, e não tem nad haver, o fato de alguém morar na rua não faz ela pior que ninguém;

beeijO

Alcione Torres disse...

Não é só a família que ensina isso. A experiência mostra que a maioria deles é de marginais. A maioria rouba para comer, beber ou usar drogas.
Não há como não ter esse tipo de atitude. As pessoas já andam tão assustadas nas ruas que não se dão ao luxo de conhecer as pessoas primeiro para depois ver qual é a delas!

http://sarapateldecoruja.blogspot.com/

Mayna disse...

O preconceito existe em qualquer lugar. Na rua, no trabalho e por aí vai. Não critico a mulher por ter tirado a filha de perto do mendigo, nunca se sabe o que ode acontecer. Ainda mais no mundo em que vivemos. Acho que a reação dela foi normal, não creio que tenha agido por mal, assim como ela fez com o mendigo, com certeza deve fazer com um estranho que se aproxime da menina.


http://maynabuco.blogspot.com

... disse...

Cara, há pouco mais de 50 anos um mulher corajosa aparecia na TV cantando: 'nossos filhos ainda são os mesmos e as aparências não enganam, não"... O pior é que ninguém se questiona o que anda fazendo. Dificil amar o próximo quando ninguém aceita e ama a si mesmo. Triste demais tudo isso.

Abraço!

Victor Canti disse...

post consciente, com conteúdo, é isso que tem que ser dado o devido valor na internet...
a educação vem de casa mesmo e a única maneira de mudarmos isso é mudando os hábitos...
o governo tem que investir em educação, para que as crianças de hoje se tornem os cidadãos conscientes do amanhã, e passem isso adiante...
abraços

Paulinho disse...

Medo, pessoas sempre tem medo do que não conhecem, e devido a falta de coragem em buscar conhecer, usam estereótipos criados a partir de experiências infelizes doutras pessoas, então, todo viciado é vagabundo, todo mendigo é perigoso, e vemos nessas pessoas potenciais criminosos, quando por detrás de toda aquela falta de oportunidade que é em parte nossa culpa, por votarmos errado, por não cobrarmos soluções, pode existir uma pessoa fantástica, que só quer uma cama macia, uma refeição quente, e um olhar sem julgamentos.

Dih Fernandes disse...

Cara existe sim um preconceito, mas como moro em uma cidade relativamente pobre, já estou acostumado com cenas parecidas e já vi cenas muito piores que essas, as vezes as pessoas ficam realmente com medo, mas medo de serem roubadas ou sei lá, e isso é bem normal acontecer, só acho que tem pessoas que exageram, e sobre o caso que tu citou no texto nem tem o que falar, alguem que queima uma pessoa não é digna de nada!!!

http://www.avidanobeco.com/

Leandro de Souza disse...

Olha, realmente isso é um preconceito , e é uma pena que a mulher não agiu de tal maneira.Não obstante tudo o que a sociedade quer, e criar o lixo e esconder embaixo de algum tapete (já dito em alguns dos meus textos). O homem carbonizado, seguramente estava dormindo e uma (ou umas) pessoas consideradas bons cidadãos pela sociedade, decidiram acabar com a sua existência para que a feiura da realidade que eles mesmo criaram não seja vista...


http://www.vocefazhistoria.blogspot.com/

Patrycia disse...

É um assunto muito mais profundo. A questão social, cultural... Não é algo que se resolva rapidamente. Esse tipo de mudança leva anos para se conquistar.

E ocorre que hoje em dia, realmente fica difícil confiar. Realmente lamentável.

rosangela disse...

Infelizmente é a nossa realidade!!

Tem muito que estão na ruas por abandono da família, causas como o vicio da bebida, por ter vindo de outro estão e não se deu bem e não tem como voltar .. são varios e varios motivos cada um com sua história ...
Mas não são todos "bonzinhos" não ..já passei por uma situação com moradores de rua .. que não vou negar quando estou sozinha na rua e "vejo" um morador de rua fico com medo..
Pois já fui assaltada e ameaçada por 2 ..
Infelizmente nem tudo são "flores"

abç..

Lua disse...

Confesso que em algumas vezes tenho medo de mendigos e afins, mas tenho revolta, pois é aí que vemos que o que dizem por aí, que a pobreza e a desigualdade diminuiram é balela! Agora não culpo essa mãe, (apesar do preconceito ser algo, mt errado) ela apenas tentava proteger a filha, do que considerava um perigo.

INUTILIDADES disse...

Infelizmente , "assim caminha a humanidade"...como diria Lulu SAntos

Jonatas Fróes disse...

Realmente é uma pena perceber esse tipo de coisas, saber que estamos cada dia mais atolados em preconceitos, sejam eles de qualquer tipo. Mas também temos uma sociedade que não nos oferece segurança, uma mídia sensacionalista que distorce os fatos, um crescimento relativamente grande do desemprego que gera desespero e leva algumas pessoas ao crime... Todos esses fatores impedem que um cidadão comum ande tranquilamente por ai sem desconfiar de nada nem ninguém. Todo caso tem sua excessão, mas melhor prevenir do que remediar. É um reflexo de proteção... Não uma culpa necessáriamente dita ou um preconceito efetivo.

Se outros fatores não fossem de um desconforto tão gritante para as comunidades, cenas como essa praticamente não existiriam.

[]'s

http://musica-holic.blogspot.com/

Haaaa Vidaaaa! disse...

UHm dia issu vai melhorar pelo menos assim espero"!

Michell Niero disse...

Olha Pedro. Eu aqui em SP convivo diariamente com este tipo de cena. E a mim existe este mesmo sentimento de revolta. Escrevi na minha revista um artigo sobre isso, inclusive, chamado "o frio mata baiano de São Paulo".

A sua história me fez lembrar uma cena que eu vi ontem. Sempre passo por um mendigo, pedinte, ao ir para o trabalho. Ele fica sempre sentado na calçada, e para cada pedestre que passa ele, maquinalmente, flexiona os braços na espera de alguma moeda.

Ontem foi diferente. Passei por ele e lá estava um casal de meia idade conversando com ele e pedindo um abraço. Ele abriu um sorriso e abraçou os dois.

Aquilo me deixou realmente emocionado no momento. Numa cidade, como São Paulo, quase sempre fria e alheia aos mendigos, ver aquela cena fez eternizar o dia de ontem.

felipe disse...

boa abordagem.
http://www.91rock.com.br/blog/questiona

Breno Lucano disse...

Eu realmente espero que as coisas melhorem um dia!

GUILHERME PIÃO disse...

Infelizmente somos obrigados a deparar com este tipo de coisa, espero que um dia esta situação mude.
Abraços

Patrícia Andréa disse...

É msm ridículo esse tipo de preconceito...
Tem gente q é msm mto hipócrita: diz q não tem preconceito, mas qdo vê um mendigo vindo, muda de calçada...

Bjus!