terça-feira, 3 de junho de 2008

Entre o Corpo e a Alma

Vejo tantas pessoas
Mas, apenas dois destinos
De duas pessoas
Meias verdades sempre são ditas.
Oceano de mentiras?!
O Corpo
Que pesado e macio
Torna difícil à jornada
A Alma
Leve e letal
Abre os caminhos
Destrói os corações
Intrigas
Interesses
Ilegalidade
Paixões
Esplendor
A fascinação de quem ama
A ilusão de um mágico
O Corpo pesa
A Alma brilha
Ambas brandidas ao vento
Num exercito invisível
Fogos e pavios
Olhos e olhares denunciam a sedução
Amores
Lágrimas
Estandartes de poder
Batalhas iminentes
A Ilusão?!
A invisibilidade do medo
A sombra do desespero
Marcas
Cicatrizes
O peso do Corpo
A leveza da Alma
O choro da criança
Que não pode passar mais fome
Por que não ira suportar
A garganta da feiticeira
Que sobrecarrega de esperança
Pobres ombros infantis
O eterno espelho
De mascaras desfiguradas
A Alma risca
Uma tênue linha
Que separa o ódio do amor
O Corpo pesado e macio
Apaga a tênue linha
E os mistura
Um redemoinho
De esperança e desespero
De dor e de risos
De carinho e de luxúria
De orgulho e de vergonha
De amor e de ódio
Que uma historia que volta
Vai, vem, volta
Finda e recomeça
Em eternos círculos
Formando uma fortaleza
Intransponível
A mente Chora
A consciência Grita
O vento uiva
O frio congela
Esmagados entre o Corpo e a Alma
Sangue!
Estrada de tijolos torpes
Caminham na eterna caminhada
Lutam na velha batalha
Choram as mesmas lágrimas
Bradam os mesmos gritos
Gritos de guerra
Presos em gargantas indecisas
De choro
De palavras
De morte
E de esperança
Uma esperança desesperançada
Uma esperança nula e válida
Nula?!
Válida?!
Simples?!
As mesmas e velhas perguntas
Com as novas e sibilantes
Respostas
Berros
Cinco horas
De um dia estranho
De estranhezas mundanas
De regras que foram estabelecidas
Por mentes cegas
Mentes cegas pela hipocrisia
Mentes cegas pela ignorância
Ou será que cegas pelo senso comum?!
O silêncio
Sinto o peso do Corpo na minha consciência
Sinto o gélido da lâmina em meu peito
Sinto o ardor do Sol em minha face
Sinto a refrescância da chuva em minhas costas
Sinto o medo da condenação
Sinto o orgulho da consideração
Sinto o poder da minha mente
Sinto a franqueza das minhas palavras
Vejo o que não vejo
Ouço o inaudível
Viajo sem sair do lugar
Sonho de olhos abertos
E com o pé no chão
Amo o ódio
Odeio o amor
Choro as alegrias
Rio das tristezas
Durmo e não acordo
Como em jejum
Olho em meu redor
Nada vejo
Pois está lá
O Corpo a sombrear a grama
E a Alma a iluminar os caminhos...

14 comentários:

Tom CoyoT disse...

"Caminham na eterna caminhada
Lutam na velha batalha
Choram as mesmas lágrimas
Bradam os mesmos gritos
Gritos de guerra
Presos em gargantas indecisas"

sempre a mesma ladainha de sempre
sempre as mesma coisas.
sempre cometendo os mesmo erros.

Rafael Zuchi disse...

Bacana o poema. Continue assim!

Naomy olywer disse...

nossa q lindo até me emocionou ...sério...continue assim

Mickey disse...

Caraca parece ser bom o poema, tenta postar uma coisa diferente.... ^.^

t+



http://sonacachaca.com

Mente Inquieta disse...

Eternas contradições humanas.

Adoro a estrutura de seus poemas, uma frase que puxa a outra e a outra, fascinante e instigante.

Pensamentos soltos, presos por palavras.

Parabéns, por mais este bom texto.

Coerência Contraditória
...em busca de respostas através do conhecimento...
http://coerenciacontraditoria.blogspot.com

Mente Inquieta disse...

Mickey

Como assim? ""tenta postar uma coisa diferente.."

Acho que nãoleu e nem pensou para falar.

caio arroyo disse...

Engraçado que existem milhoes de blogs com poesias, mas nao conheco nenhum tirando o seu que utiliza palavras soltas e faz ligações atraves delas.
O que mais gosto em nos, são essas contradições, que provam o quanto felizmente não somos perfeitos

Espero o seu comentario no meu blog

Everaldo Ygor disse...

Olá...
Uma prosa poética muito intensa...
Ao amar e odiar, estamos vivendo, caminhando trilhas eternas, provocando devaneios internos da criação e dos sentimentos ocultos... Ao fazer um poema, estamos no limiar entre o corpo e alma, transitando eternamente na loucura de estar vivo...
Ótimo!
Abraços
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/

Tania Montandon disse...

...caminhos de emoções, palavras, intensas expressões! Mostram-nos q estamos vivos, entrelaçando tudo aquilo que, mesmo ante de ser escrito, já sabíamos, com as belas contradições irresolutas, um mundo de alma plena de emoções em palavras, talvez o recado duma vida, da forma mais rica e pouco vista, pois situa-se no mais profundo liame que te faz poeta na razão, enquanto muitos enlouquecem de emoção!!

ps: viajante online[b][red][pisc-pisc][/red][/b]

hehe, muito lindo, parabéns!!!

bjinhos=*

Natália ( Atmosfera Sombria) disse...

legal, comprido mas nao eh cansativo de ler, parabens

Anônimo disse...

Tantas palavras, tantos sentidos...

danisiinha disse...

toda contradição nos impulsiona ao aprendizado... sentimentos contaditorios dinamizam a vida , mesmo quando são ruins de sentir....otimo texto


www.daniilopes.blogspot.com

Anônimo disse...

so ficou um pouco extenso mas ficou legal...

UNDERGROUND. disse...

as fraquezas e virtudes...

=D

flw